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	<title>Comments on: Como inovar, se você nasceu no Brasil?</title>
	<link>http://krenak.com/blog/2008/09/27/como-inovar-se-voce-nasceu-no-brasil/</link>
	<description>Uma idéia na cabeça e uma empresa na mão</description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 01:48:14 +0000</pubDate>
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		<title>By: Carlos Ribeiro</title>
		<link>http://krenak.com/blog/2008/09/27/como-inovar-se-voce-nasceu-no-brasil/#comment-846</link>
		<author>Carlos Ribeiro</author>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 12:38:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://krenak.com/blog/2008/09/27/como-inovar-se-voce-nasceu-no-brasil/#comment-846</guid>
		<description>Grande iniciativa em propor essa discussão.

Eu mesmo me considero uma exceção à regra (sem nenhuma arrogância, mas também sem falsa modéstia). Sou empreendedor de coração, já abri várias empresas (quatro), e mesmo nas minhas passagens por outras empresas como funcionário ou consultor, sempre procurei me posicionar como um "intrapreneur", trazendo idéias novas, identificando oportunidades que poderiam ser melhor exploradas.

Na minha vivência profissional, um dos grandes problemas foi a falta de uma "cultura corporativa" adequada. As empresas brasileiras, de forma geral, ainda estão longe de serem profissionais. O "conceito" de administrador profissional (não estou falando de "bacharel de administração") ainda é recente por aqui. Na maioria das empresas, manda o dono, manda a família, independente de saber administrar corretamente ou não. A falta de competitividade interna alimentou esse modelo por décadas. Somente agora, com a globalização batendo às portas, o mercado está se mexendo.

O que isso tem a ver com as startups? Veja que no modelo americano de startups, existe uma figura chave, que é o CEO indicado pelo investidor. É um executivo experiente, com carreira de sucesso no mercado tradicional, e que se junta a uma startup para dar a ela a solidez necessária para crescer. É ele que estabelece um ponto de equilíbrio entre a impetuosidade dos empreendedores - muitos jovens e inexperientes, alguns sem nenhuma vivência corporativa anterior - e o mercado altamente seletivo e competitivo. Eles ensinam os "idealistas" e "inventores" como funciona o mundo real, e são a base que dá estabilidade ao sistema de startups.

Vivi uma experiência em uma das minha empresas (prefiro não citar) que ilustra claramente a falta que o CEO indicado faz. Em um trabalho de desenvolvimento de empreendorismo, várias empresas foram criadas  por ex-alunos da universidade. Nenhuma delas teve o acompanhamento necessário. Aos poucos, a maioria dessas empresas fechou, ou mudou de direcionamento, ou mudou de composição societária. Projetos excelentes se perderam por falta de foco, que um CEO experiente poderia ter dado. Valeu a pena? Valeu, foi um grande aprendizado. Mas os resultados poderiam ter sido melhores, mais realizadores e mais duradouros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande iniciativa em propor essa discussão.</p>
<p>Eu mesmo me considero uma exceção à regra (sem nenhuma arrogância, mas também sem falsa modéstia). Sou empreendedor de coração, já abri várias empresas (quatro), e mesmo nas minhas passagens por outras empresas como funcionário ou consultor, sempre procurei me posicionar como um &#8220;intrapreneur&#8221;, trazendo idéias novas, identificando oportunidades que poderiam ser melhor exploradas.</p>
<p>Na minha vivência profissional, um dos grandes problemas foi a falta de uma &#8220;cultura corporativa&#8221; adequada. As empresas brasileiras, de forma geral, ainda estão longe de serem profissionais. O &#8220;conceito&#8221; de administrador profissional (não estou falando de &#8220;bacharel de administração&#8221;) ainda é recente por aqui. Na maioria das empresas, manda o dono, manda a família, independente de saber administrar corretamente ou não. A falta de competitividade interna alimentou esse modelo por décadas. Somente agora, com a globalização batendo às portas, o mercado está se mexendo.</p>
<p>O que isso tem a ver com as startups? Veja que no modelo americano de startups, existe uma figura chave, que é o CEO indicado pelo investidor. É um executivo experiente, com carreira de sucesso no mercado tradicional, e que se junta a uma startup para dar a ela a solidez necessária para crescer. É ele que estabelece um ponto de equilíbrio entre a impetuosidade dos empreendedores - muitos jovens e inexperientes, alguns sem nenhuma vivência corporativa anterior - e o mercado altamente seletivo e competitivo. Eles ensinam os &#8220;idealistas&#8221; e &#8220;inventores&#8221; como funciona o mundo real, e são a base que dá estabilidade ao sistema de startups.</p>
<p>Vivi uma experiência em uma das minha empresas (prefiro não citar) que ilustra claramente a falta que o CEO indicado faz. Em um trabalho de desenvolvimento de empreendorismo, várias empresas foram criadas  por ex-alunos da universidade. Nenhuma delas teve o acompanhamento necessário. Aos poucos, a maioria dessas empresas fechou, ou mudou de direcionamento, ou mudou de composição societária. Projetos excelentes se perderam por falta de foco, que um CEO experiente poderia ter dado. Valeu a pena? Valeu, foi um grande aprendizado. Mas os resultados poderiam ter sido melhores, mais realizadores e mais duradouros.</p>
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		<title>By: kenji</title>
		<link>http://krenak.com/blog/2008/09/27/como-inovar-se-voce-nasceu-no-brasil/#comment-835</link>
		<author>kenji</author>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 01:28:05 +0000</pubDate>
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		<description>nada como um bom ponto de partida para uma boa discussão. ótimo post. vou matutar argumentos à altura</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>nada como um bom ponto de partida para uma boa discussão. ótimo post. vou matutar argumentos à altura</p>
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