Enquanto escrevo esse post, os executivos indianos estão se descabelando e rezando para a Internet voltar… Desgraça pouca é bobagem. Mas quem sofre mais: os indianos que vão perder alguns milhões em contratos, ou os mil funcionários demitidos no Yahoo!?

Interessante também foi que hoje o Sílvio Meira decidiu mexer na ferida e falar do incômodo que os indianos causam no nosso brio de provedores de tecnologia. Apesar da Folha divulgar que mais um ranking citou o Brasil como um possível destino de outsourcing, de que adianta a demanda global crescer na América Latina se não temos como atender? Sim, eu sou brasileiro e não desisto nunca. Mas sejamos menos teimosos, e procuremos um modelo de negócio que não dependa de muita mão-de-obra.

Enquanto isso, o Google ganha mais destaque como uma ótima empresa para se trabalhar. O segredo está em duas coisas:

  • no modelo de negócio: Jerry Yang continua tentando ser o portal de entrada preferido da Internet, mas agora percebeu que os anunciantes precisam enxergar o Yahoo! como uma necessidade para anúncios online
  • o Google tem uma cultura corporativa que pouquíssimas empresas jamais conseguirão igualar.

Por incrível que pareça, o pessoal que se cansa da empresa (de 14 mil pessoas) e pede demissão, sai do Google para montrar outras startups baseadas na Web. E quem saiu no início ficou milionário

Fico imaginando como nosso poder de fogo brasileiro é pequeno… Ainda mais agora que ele pode diminuir, caso a Câmara aprove esse projeto que fecha o cerco da terceirização para as empresas de TI. Se imposto era caro antes, imagine agora que PJ pode ficar mais difícil…

Boa sorte então ao pessoal do Yahoo!, e lembrem-se que a bolha ainda está firme no Google - que não pára de contratar.

Se você se perguntar “mas qual o propósito desse post?”, pensou demais. Te vejo no próximo.