Vamos fazer um teste sobre convergência de mÃdias? Preencha os espaços abaixo com quantos aparelhos diferentes você tem hoje (no trabalho ou em casa, em qualquer estado de conservação, sem contar outras pessoas da famÃlia):
[___] Telefone celular
[___] Computador (desktop)
[___] Câmera digital
[___] Notebook
[___] PDA
[___] MP3 player
[___] DVD player portátil
[___] CD player portátil
Eu preenchi, somei e minha conta deu 10 (ou seja, tenho itens repetidos). Quanto deu a sua?
[ A Danada da Convergência ]
Se você multiplicar cada item pelo seu valor de mercado, vai ver que investiu alguns milhares de reais durante os últimos anos. É por isso que idéias como o iPhone deixam todo mundo atento, e é por isso que Steve Jobs tem até sósia virtual. Convergência ainda está na moda, e no caso do iPhone, convergência + inovação = lucro (literalmente, uma margem de 55%).
Ao mesmo tempo - e para surpresa dos paÃses desenvolvidos - uma grande fatia da população brasileira já tem acesso a celulares, MP3 players e DVD. Em breve, notebook pode virar coisa de criança até mesmo em comunidades carentes. Portanto, não venha me jogar maçãs podres dizendo que “gadget é coisa de classe média alta”.
[ Que opções temos hoje? ]
Não são muitas. O iPhone é uma delas, centralizando praticamente todos os gadgets em um único aparelho - e pequeno. Smartphones em geral são assim, but not that good looking…


[ Conclusões ]
O Newton da Apple veio antes do seu tempo, e talvez a um custo alto com um marketing errado. A Palm está sofrendo com o mercado de celulares, e tenta se manter na onda com novos modelos do Treo. Por isso, a resposta é não: convergência + inovação nem sempre é igual a lucro.
Mas alguns acertam, como o Iphone. E depois dele, qual inovação vai ser seu objeto de desejo? Em outras palavras - e aqui está escondido o motivo desse post - que bilhões de dólares estarão reservados a você ou qualquer outro que acerte uma idéia realmente inovadora de um gadget mundialmente viável? Afinal, se o inventor do walkman fez isso morando no Brasil, o próximo gadget inovador pode vir de qualquer lugar.
Eu quero alguma coisa além do iPhone, e sou inspirado por algo que meu pai fala desde a década de 80: “o futuro da computação pessoal está na televisão”. Hoje isso está cada vez mais viável, e faz cada vez mais sentido pra mim. Na verdade, aposto minhas fichas nisso… Literalmente.